Tire suas dúvidas sobre a placa Mercosul para caminhão!

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Ei, caminhoneiro de plantão, você sabia que a nova placa Mercosul para caminhão já está sendo utilizada no Brasil desde 2018? Se você percorre pelas estradas que ligam Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela ― países que compõem o Mercosul (Mercado Comum do Sul) ― saiba que, entre eles, foi padronizada a identificação dos veículos.

Isso significa que o novo modelo de placa utilizado aqui no Brasil será o mesmo utilizado nos demais países. Essa padronização tem como objetivo facilitar a identificação dos veículos e aumentar a segurança contra fraudes e roubos. O novo modelo já tem sido adotado pelas montadoras automotivas desde 2018.

No entanto, se você ainda não aderiu e quer ter acesso a mais informações sobre a temática, este material é perfeito para você. Nele, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre a nova placa do Mercosul. Acompanhe a leitura!

Por que a nova placa Mercosul foi criada?

As mudanças feitas no novo modelo de placa foram baseadas no mesmo sistema adotado pelos países pertencentes à União Europeia. Sendo assim, o principal motivo da modificação é padronizar a identificação dos veículos do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. 

A partir dessa padronização, é possível criar um banco de dados integrado de modo que facilite a fiscalização. Logo, fica mais difícil que veículos roubados cruzem as fronteiras desses países. Apesar das vantagens desse novo sistema, as mudanças foram feitas gradualmente, assim como a implementação nos países.

Os primeiros a adotarem o novo modelo de emplacamento foram a Argentina e o Uruguai. No Brasil, a implementação vem sendo adotada desde 2014, mas foi só em 2018 que se tornou obrigatória. Logo, o primeiro estado a implantar a nova placa foi o Rio de Janeiro, com mais de 4 milhões de automóveis.

O que a placa do Mercosul trouxe de diferente?

Certamente, você já viu por aí uma placa de identificação veicular com faixa azul e dígitos com cores diferentes, como verde, azul, preto ou vermelho, certo? Esse é o novo modelo da placa Mercosul. A alteração mais visível foi justamente a inclusão de novas cores, pois o patrão antigo, basicamente, utilizava um fundo cinza com a escrita preta.

Apesar de ter sido utilizado por bastante tempo, esse modelo tinha como desvantagem a criação de um reflexo quando era iluminado. Além de atrapalhar a leitura, isso contribuía para o surgimento de outros problemas. Então, a solução foi estabelecer que o fundo das novas placas seriam na cor branca com letras em cores diferentes conforme a finalidade do veículo.

Além disso, a segurança foi uma das prioridades desse novo modelo. Por isso, foram implementados recursos, como marca d’água, QR code e um chip, contendo todos os dados do veículo. Na parte de cima da placa, foi colocada uma faixa azul com a bandeira do país de origem.

A definição de cores das letras

Como mencionamos, a mudança na cor das letras da placa tem como objetivo facilitar a compreensão da finalidade do veículo, de modo que seja possível saber qual a função apenas olhando para a placa. Sendo assim, o novo sistema de identificação funciona da seguinte forma. As placas com dígitos:

  • pretos: são de veículos particulares;
  • azuis: são de veículos oficiais, como policiais;
  • cinzas: são de veículos de colecionador, e que nem sempre são utilizados no trânsito;
  • amarelos: são de veículos diplomáticos;
  • vermelhos: são de veículos comerciais, como caminhões e táxis;
  • verdes: são de veículos especiais, como carros de testes.

Diante disso, percebemos que a mudança nas cores contribui para uma identificação rápida da função do veículo, como dito. Sem contar que, caso haja alguma contradição, será ainda mais fácil a visualização.

O uso de letras e números embaralhados

Assim como as cores foram alteradas, a combinação das letras e dos números também ganhou um novo sistema de codificação. No modelo antigo, o padrão utilizado era de 3 letras e 4 números. Ou seja, seguia esta ordem: XXX-1111. Agora, o novo modelo de placa Mercosul passa a ter 4 letras e 3 números. Logo, ficou assim: XXX1X11.

A grande vantagem desse novo sistema de codificação é a maior possibilidade de combinações. Para você ter uma ideia, enquanto o modelo anterior permitia até 175 milhões de combinações, a nova placa Mercosul disponibiliza mais de 450 milhões.

O QR code

A inclusão do QR code foi uma solução implementada para facilitar a identificação do veículo. Esse recurso nada mais é do que um código bidimensional que pode ser escaneado por meio de um dispositivo com câmera.

Desse modo, sua função é bastante similar a um código de barra. A diferença é que o QR code tem a maior capacidade de armazenar mais informações. Logo, é possível registrar o nome do proprietário do veículo, o número correspondente da placa, dados do automóvel, país e estado de origem etc. A fácil disponibilização dessas informações permite que os fiscais desempenhem o seu trabalho com mais agilidade e eficiência.

Vale ressaltar que, além do QR code, também foi implementado na placa um chip contendo todas as informações importantes sobre o veículo, como mencionado. O seu diferencial é a possibilidade de ser acionado por meio de radiofrequência, permitindo que a verificação dos dados seja feita mesmo a distância. Além de ser uma medida de proteção bastante eficiente, essa tecnologia visa a melhorar a circulação de veículos entre as fronteiras.

Quais são os prazos para a mudança? 

Como mencionamos, o novo modelo da placa Mercosul vem sendo fabricado desde 2018. De lá para cá, cada estado teve um período diferente para se adaptar ao novo sistema. No entanto, todos tiveram o prazo encerrado em janeiro de 2020. Para os motoristas que ainda fazem uso do modelo antigo, a troca só é necessária em duas situações:

  • quando o veículo é transferido para outro país, cidade ou proprietário;
  • quando o veículo é furtado ou tem a placa danificada.

No entanto, se você é um caminhoneiro que frequentemente cruza as fronteiras do país, a utilização do novo modelo será bastante útil, pois facilita (e muito) a fiscalização, permitindo que sua viagem seja feita com mais eficiência e agilidade.

Como ela afeta as empresas de transporte?

De acordo com a nova regra de cores, os caminhões terão as placas com escrita vermelha. Desse modo, as empresas que trabalham com o transporte de carga, que adotarem esse novo padrão, passarão a ter como vantagens:

  • a redução significativa de fraudes;
  • o aumento da segurança contra furtos;
  • a agilização do processo de transporte;
  • a facilitação do trabalho de fiscalização;
  • a elevação da eficiência das entregas.

A troca voluntária é possível?

Embora o novo padrão de placa Mercosul seja específico para veículos com primeiro emplacamento; que foram roubados ou transferidos para outra localidade; que tiveram a primeira placa danificada e com novo dono, nada impede que o proprietário faça a substituição de forma voluntária. Para isso, basta pagar o valor da taxa cobrada para a troca, que varia de região para região.

Portanto, essas foram as principais informações sobre a nova placa Mercosul para caminhão. Ao longo da leitura, percebemos que as mudanças feitas oferecem diversas vantagens para o proprietário do veículo. Logo, vale muito a pena considerar a troca, caso você não se enquadre no grupo obrigatório.

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