Sono ao volante: entenda como evitá-lo em viagens longas

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A sensação de sono é natural e, muitas vezes, inofensiva — exceto durante a direção. Inclusive, conforme dados levantados em uma pesquisa da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) em conjunto da Academia Brasileira de Neurologia e com o Conselho Regional de Medicina, 42% dos acidentes que ocorrem no trânsito têm relação como o sono ao volante.

Essa informação já é um indicativo da alta periculosidade da situação. Isso porque, ao sentir sinais que indicam fadiga durante a condução, o motorista sofre impactos negativos significativos no seu tempo de reação diante de circunstâncias perigosas, por exemplo, não conseguindo parar o veículo em tempo hábil para evitar uma colisão. Esse cenário é extremamente preocupante, haja vista que coloca em risco a vida do condutor e dos demais motoristas que trafegam pela mesma via.

Em razão da importância do tema, então, elaboramos este conteúdo para tratar dos fatores que podem contribuir para a sonolência, da forma mais rápida de identificá-la e de como evitar esse quadro com medidas simples. Boa leitura!

Quais fatores podem causar sono ao volante?

Independentemente da profissão exercida, fato é que dormir a quantidade suficiente de horas diariamente é imprescindível — e esse número pode variar de pessoa para pessoa, então, procure descobrir o que funciona para você.

No entanto, os fatores capazes de provocar sono ao volante vão muito além de ter poucas horas de repouso. Outros elementos podem impactar tanto (ou mais) do que a falta de descanso, como:

  • quantidade excessiva de trabalho físico (ou até mental);
  • ingestão de refeições pesadas;
  • vivência de situações de estresse ou doença;
  • administração de medicamentos que podem ter a sonolência como um efeito colateral;
  • direção noturna sem o planejamento necessário;
  • condução por muitas horas seguidas em circunstâncias monótonas;
  • enfretamento de extremas temperaturas (calor ou frio excessivos) etc.

Como identificar a sonolência rapidamente?

Em razão dos perigos já mencionados quando o motorista conduz com sono ao volante, é dever dele estar atento a qualquer sinal de sonolência, por menor que seja. Assim, torna-se possível agir de modo preventivo, interrompendo a jornada e buscando um local que seja seguro e adequado para o descanso necessário. A seguir, elencamos alguns sintomas comuns que indicam fadiga e que jamais podem ser ignorados. Veja:

  • diminuição dos reflexos: o sono comumente impacta diretamente a capacidade de resposta e de reação de um indivíduo, o que representa um grande risco durante a condução. A atenção sofre prejuízos significativos e, consequentemente, os reflexos se tornam mais lentos. Obviamente, nada disso combina com a direção, que é uma atividade que demanda decisões rápidas e agilidade;
  • sensação de ardência nos olhos: sentir ardor nos olhos é um grande indicativo de sonolência, principalmente se a sensação for acompanhada pelo embaçamento da visão e por uma contínua necessidade de piscar;
  • dificuldade incomum de se manter na faixa: normalmente, as atividades que executamos sem maiores dificuldades em estado normal, quando temos sono, tornam-se complicadas. Logo, se você já percebeu que está enfrentando dificuldades para manter o seu veículo dentro da faixa (ou até para conduzir em linha reta), é hora de agir com prudência e responsabilidade, suspendendo a direção por ora.

Como evitar o sono ao volante ao dirigir por longas horas?

Já falamos sobre os riscos — para você e para os demais condutores ao seu redor —, sobre os elementos que colaboram para a sensação de sonolência e sobre como identificar essa condição. Agora, é hora de entendermos, então, como efetivamente evitar o sono ao volante, a fim de garantir uma direção mais segura para todos.

Durma bem

A primeira dica não poderia ser outra, afinal, uma das maneiras mais eficazes de evitar os sinais de sonolência “fora de hora” é dormindo bem à noite, durante um tempo suficiente e com qualidade. Isso porque é justamente esse repouso noturno que possibilita que o corpo recupere a energia. Se for possível evitar dirigir à noite, principalmente entre as duas horas da madrugada e as seis da manhã, melhor ainda.

Faça paradas estratégicas para se alongar e respirar

Sabemos que, por vezes, a necessidade de fazer as entregas de mercadorias com cada vez mais celeridade pode ser um fator complicador, encurtando mais e mais os períodos de intervalo. No entanto, mantê-los com certa regularidade é imprescindível. 

Isso porque, ao permanecer longas horas em uma mesma posição, executando uma mesma função, o cérebro tende a se “acostumar”, reduzindo a capacidade de alerta e gerando fadiga. Por essa razão, é essencial fazer paradas regulares durante os trajetos e aproveitar esses momentos para se hidratar, alongar o corpo (o que também evitará desconfortos, dores e lesões a longo prazo) e “respirar”. 

Além disso, caso funcione para você, aproveite a parada para um cafezinho. Isso certamente vai colaborar para reduzir o sono ao volante. 

Opte pelo melhor horário para viajar

Nem sempre existe essa liberdade de escolha — sabemos disso. No entanto, quando for viável, procure evitar pegar a estrada nos horários em que você costuma sentir mais sono, por exemplo, logo após o almoço ou no fim da noite.

Sempre que possível, então, escolha viajar durante o período da manhã ou depois das 14 horas. Do contrário, mantenha-se focado no trânsito e procure redobrar a sua atenção.

Por fim, vale complementar este tópico com algumas ações que devem ser evitadas enquanto você encara a estrada, principalmente em viagens longas, como a ingestão de alimentos pesados (por exemplo, feijoadas) ou em grandes quantidades, já que essa prática pode estimular o sono, e a administração de medicamentos e o consumo de outras substâncias que possam estimular o estado de sonolência, como chás e remédios que tenham esse efeito colateral. 

Como você viu, sentir sono ao volante pode trazer sérias consequências para você e para os demais condutores que trafegam no entorno. No entanto, com alguns cuidados simples, visando ao seu bem-estar, à sua segurança e à responsabilidade social no trânsito, é possível evitar a ocorrência de acidentes e de outros prejuízos.

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