Conheça 7 principais tipos de frete e como funcionam

6 minutos para ler

Você sabe quais são os tipos de frete mais utilizados pelas empresas atualmente? Ter esse conhecimento é de suma importância, pois isso influencia diretamente nos valores cobrados pelo serviço de transporte e define as responsabilidades que a transportadora tem pela entrega das mercadorias. 

Compreender as diferenças entre os principais tipos de frete é essencial para garantir que a sua empresa tenha uma gestão de transporte bem estruturada, de modo a prestar um serviço com o máximo de eficiência, agilidade e segurança. Além disso, ao escolher o frete específico para cada categoria de mercadoria, fica mais fácil estabelecer um preço justo. 

Esse fator tem um peso muito grande na decisão do cliente no momento de adquirir um produto. Para você ter uma ideia, 82,3% dos consumidores desistem de concluir uma compra quando se deparam com um frete alto.

Para ajudar você a otimizar os seus serviços, preparamos este artigo explicando quais são os tipos de frete mais usados. Acompanhe a leitura!

1. CIF (custo, seguro e frete)

O CIF é a sigla em inglês para a expressão Cost, Insurance and Freight que, em português, significa “custo, seguro e frete”. Ao optar por esse frete, a empresa se compromete em arcar com todos os custos e riscos referentes à entrega da encomenda, logo, as despesas como seguros, impostos e o frete são pagas no momento de coleta da carga.

Além disso, fica na responsabilidade da empresa prezar pela preservação da mercadoria, adotando os cuidados necessários durante o manuseio para garantir a entrega da encomenda ao cliente. Vale ressaltar que, para o empreendedor não ficar no prejuízo e conseguir obter sua margem de lucros, todos esses custos são acrescentados no valor do produto. 

Sendo assim, o CIF pode ser visto como o tipo de frete ideal para as empresas que negociam diretamente com o consumidor final, pois oferece uma experiência positiva ao cliente que não tem conhecimento necessário ou simplesmente não deseja assumir as responsabilidades pela entrega.

2. FOB (livre a bordo) 

FOB é a sigla referente à expressão Free On Board que, na tradução livre para o português, significa “livre a bordo”. Diferentemente do modelo CIF — no qual o empreendedor é responsável pela mercadoria até ser entregue ao seu destino —, o FOB isenta a empresa de qualquer responsabilidade a partir do momento que o produto for embarcado. Nesse caso, o cliente assume os riscos e as despesas com o transporte.

Esse tipo de frete é bastante utilizado em negociações feitas de empresa para empresa (ou B2B). Isso acontece porque ambos têm conhecimento sobre os riscos e a forma como o transporte é feito, e normalmente contam com os serviços de transportadoras parceiras, que facilitam e agilizam o processo. Dessa forma, o FOB é utilizado quando o comprador percebe que tem condições favoráveis para assumir os riscos e os custos com o transporte. 

O CIF e o FOB são dois tipos de fretes que determinam quem deve assumir as responsabilidades e o risco das entregas, mas no que diz respeito ao modelo de contratação, existem diferentes tipos de frete. 

3. Normal (ou padrão)

O tipo de frete considerado “normal” funciona da seguinte forma: a transportadora busca a mercadoria com o remetente e entrega ao destinatário. Logo, dispensa a necessidade de envolver outras empresas de transporte no processo de entrega. 

Por ter um processo de entrega bastante simplificado, o modelo de frete normal é o mais utilizado pelas empresas e transportadoras, mas vale ressaltar que, ao optar por esse tipo de frete, devem ser incluídos os impostos específicos para o tipo de regime do empreendimento ou conforme as orientações estabelecidas pela legislação do estado de atuação da empresa.

4. Subcontratação

Subcontratação é o modelo de frete que atende às empresas que precisam fazer uma entrega mas não têm recursos próprios para fazer o serviço, por essa razão, contrata uma transportadora. Por ser uma alternativa de contrato que atende bem à demanda e disponibiliza entregas rápidas e com qualidade, a subcontratação tem sido cada vez mais utilizada pelos empreendedores de diversos segmentos. 

Ao contratar uma transportadora, o gestor agrega valor ao serviço, contribui com a expansão de rotas e ainda tem a oportunidade de conquistar o cliente. Muitas das empresas que fazem uso dessa modalidade não emitem o documento de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) por pensar que pode ser dispensável ou por esperar que o contratante solicite.

5. Redespacho

Embora o redespacho tenha o processo de entrega um pouco semelhante ao da subcontratação, existem diferenças entre essas duas modalidades. Na subcontratação, o empreendedor contrata uma empresa para realizar um único trajeto de A a B. No redespacho, a transportadora contrata uma segunda empresa de transporte para percorrer o trajeto de B a C, pois ela já realizou o percurso de A a B. 

Nessa modalidade, o percurso é dividido em duas etapas tendo, em cada trecho, uma empresa responsável. Quando acontece de ter mais de duas transportadoras envolvidas na entrega, é utilizada a modalidade de redespacho intermediário. 

O redespacho intermediário é aplicado quando um terceiro trajeto é adicionado. Nesse caso, uma transportadora fica responsável pelo percurso de A a B, o redespacho intermediário é feito no roteiro de B a C, e uma terceira empresa finaliza a entrega percorrendo a rota de C a D. 

Outra variável que influencia na escolha do frete e na sua precificação diz respeito ao tipo de carga que será transportada. Nesse caso, as mercadorias são divididas em dois grupos. Veja só!

6. Carga fracionada

Na categoria de carga fracionada, são agrupados pedidos de entrega com poucos itens ou volume reduzido, logo, para preencher todo o espaço da carroceria, a transportadora precisa reunir pedidos de diversos clientes. Essa alternativa costuma ser viável para empresas que realizam um número menor de envios, pois a possibilidade de poder dividir os custos do frete com outros empreendedores torna esse serviço mais acessível.

7. Carga fechada

Também conhecida como carga lotação, a carga fechada é o oposto da carga fracionada. Aqui, as entregas costumam ter um volume maior, capaz de ocupar todo o espaço do veículo. Nesse caso, o serviço de entrega é feito de forma individual, dispensando a possibilidade de realizar o compartilhamento do frete. 

Esses são os tipos de frete que você precisa conhecer. Note que cada um deles atende a uma situação específica, por isso, é importante entender as diferenças entre eles para escolher o que está mais de acordo com o tipo da sua entrega. 

Gostou do artigo e quer saber mais sobre o assunto? Então, entenda como precificar seus serviços de forma adequada.

Você também pode gostar

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.